As
ondas de Nazaré
Descobriu na TV, sem
querer, que a praia de Nazaré tinha ondas enormes, monstruosas. Estava sem
sono, viu num programa de esportes gente feliz, surfando. Ondas tão grandes, Portugal tão pequeno.
Em comum com as ondas
portuguesas só a praia para a qual iria no dia seguinte. Tampouco desejava
fazer aquela viagem relativamente curta, mas sumir da cidade cinza parecia uma
ideia bem interessante.
A TV começou a
entediá-la. Desviou o olhar com atenção para seu longo e belo corpo estendido
no sofá. Ela sabia que o tempo passara. Não era mais a mocinha de 17 anos que deixava metade da escola doida, a outra
com inveja.
Agora, tinha trinta e
dois anos, quase bem vividos. Um ou outro fio branco leve teimava em aparecer
vez em quando perto de sua mecha levemente vermelha. Se achava interessante,
gostosa, na verdade, uma gostosa com o charme das trintonas. As curvas dos
quadris se harmonizavam com seus seios.
Suas pernas eram bem
definidas, ombros entre algo forte e delicado, uma bela linha reta na sua
coluna, a qual terminava em uma onda empinada na medida certa. Levantou
levemente sua camiseta sem manga branca e olhou seus seios firmes, de bicos
escuros e aréolas largas, gostou do que viu.
Soltou a camiseta, voltou a ver o programa
de surf. Alguns minutos depois, tantas ondas grandes, os sorrisos dos surfistas
a fizeram dormir.
Seu namorado entrou na sala, viu a cena,
desligou a TV; deu-lhe um beijo leve em sua testa e a cobriu com uma manta
fina.
No dia seguinte,
demoraram para levantar, manhã um pouco nublada, uma terça-feira de um maio
estranho, viagem fora de época. Em uma hora estariam na praia, almoçariam na
estrada. Na hora de partir, o carro dera uma leve engasgada, mas acabou pegando
na terceira tentativa. Ela não se preocupou, iam ficar duas semanas, teriam
tempo até mesmo para consertar o carro se preciso. Aquela praia era-lhe mais
que conhecida, pois ia para lá desde pequenininha. Os avós compraram uma casa
de veraneio ali pouco depois que ela nascera. Após a morte dos velhos, há três
anos, voltara poucas vezes ao local.
O calor estava considerável para a época.
Sem trânsito pesado, chegaram ao quintal de suas férias quando criança.
Desceram do carro, nas mãos algumas poucas coisas. Abriram a casa para arejá-la
e foram logo à praia.
Cruzaram a pequena rua de
areia, entraram na trilha e viram no seu final duas placas coloridas de
boas-vindas e cuidados com o lixo. Aparentemente os avisos se mostravam a única
“grande” novidade naquele lugar. As casas eram as mesmas, algumas à venda,
outras fechadas, esperando seus donos aparecerem nos feriados prolongados. Uma
ou outra abandonada. Praticamente igual.
Ao chegarem à praia, as
gigantes ondas de Nazaré da TV não apareceram em seus olhos cinzas, fortes e ao
mesmo tempo discretos. Em suas retinas, agora apenas ondas de infância, médias
e pequenas. Resolveu deitar, mas, enquanto esticava a canga na areia, notou
algo realmente novo na paisagem: três pequenas cabanas ali onde sempre houvera
restinga.
Duas cabanas ficavam a
uns cem metros, a terceira ficava a poucos metros de onde se deitara. Pareciam
abandonadas, afinal, naquele maio insosso, os principais feriados já haviam
dado o ar da graça, ou da desgraça, a depender da família.
Ela queria descansar, ele desejava caminhar
ao longo da praia. Saiu para a esquerda acendendo um cigarro dizendo que iria à
foz de um pequeno rio. Afinal, ele conhecia aquele lugar há um ano. Tudo ainda
era novidade a ser explorada.
Deitou-se na areia para
tomar sol, porém a imagem das cabanas voltava à sua mente; moveu então
lentamente a cabeça para a direita, reclinou-se sobre os cotovelos e de leve
deslocou um pouco o corpo rumo à cabana mais próxima para vê-la melhor.
Estava curiosa com aquela nova construção,
o silêncio parecia reinar naquela obra de madeira e um telhado simples. Voltou
a deitar na canga e cochilou.
Minutos depois, uma voz
intensa, vindo de dentro da cabana, a despertou. Virou a cabeça para a direita
e observou um moço que carregava sua prancha e ia pegar onda. Mesmo a poucos
metros dela, passou apressado e pareceu não a ter notado. Ela não conhecia o
sorridente e falante surfista, mas ficou surpresa com aquela presença numa
praia frequentada por famílias, suas crenças e suas crianças. Novos tempos na
velha praia, pensou.
Ajeitou novamente o corpo
com os cotovelos na areia, formando um triângulo com as costas. Foi
acompanhando o moço com os olhos. Era bonito seu caminhar, seu corpo chamou sua
atenção pela harmonia que surgia das linhas de seus músculos, de sua pele
bronzeada, da proporção elegante do conjunto.
Seguiu o movimento do
jovem surfista até o mar e, ao pousar os olhos de fronte ao Atlântico, se deu
conta de que alguém já estava surfando. As ondas tinham aumentado de tamanho,
olhou para o relógio, eram duas da tarde. Segundos depois, dois surfistas lado
a lado em um vai e vem constante nas águas.
Naquela tarde, as ondas
estavam maiores do que de costume, talvez a natureza tivesse mudado o curso das
marés desde a última vez que esteve ali, ainda solteira, com a família e os
avós. Tal sensação não era à toa, conhecia muito bem aquele local. Ficou
pensando que, além dos dois no mar, haveria uma terceira pessoa dentro da
cabana com quem o surfista apressado estava conversando antes de ir ao mar.
Sentou na canga. Abriu uma
pequena caixa térmica deixada por seu companheiro; retirou uma cerveja, abriu a
garrafa e a sorveu delicadamente, o suor sobre os lábios se misturava ao
álcool, o que dava um gosto estranho e interessante na boca.
Via agora os dois
surfistas em um jogo com as ondas, seus corpos molhados e suados, rijos. O sol
estava mais quente. Sentiu seu corpo molhar seguido de um tremor no corpo.
Vez em quando desviava o
olhar para suas pernas delicadas, ainda definidas da época de bailarina. Elas
queimavam e uma cor bonita surgia em sua pele e de seus pelos. Só então
percebera que não havia se depilado, até que achou natural ficar assim fora do
padrão insosso, além disso, a praia estava vazia.
O vermelho de seu biquíni
combinava com seus olhos, seus pelos pretos, tudo criava um contraste com sua
pele que mudava lentamente de cor sob o sol.
Viu, então, seu namorado
voltando de sua caminhada, deu um mergulho, falou algo com um dos surfistas na
beira do mar, riram como se já se conhecessem. Veio até ela, sentou, abriu a
caixa térmica e descobriu que tinham trazido pouca cerveja. Falou que iria
comprar mais. Ela disse que não precisava... Ele insistiu, queria ir de carro à
vilinha alguns quilômetros mais adiante. Deixou-lhe as duas garrafinhas
restantes, beijou-a na testa de leve, pegou o carro e foi.
Ela se sentou, ficou
observando o mar. Algumas nuvens cinzas passaram a pino rumo ao oceano. Um
estranho cenário nas águas: o cinza no céu engolindo o azul, os corpos
brilhantes nas ondas.
Poucos minutos depois, o
surfista da voz forte voltava com sua prancha para a cabana. Dessa vez, ele
passou, encarou-a serenamente e disse-lhe um “olá” firme por educação. Ao
chegar, ele retomou a conversa com uma provável terceira pessoa que estava
dentro da cabana. Embora ela se esforçasse para pegar algo da conversa, o som
do mar e do vento abafavam o som. Conseguiu apenas ouvir que iria tomar uma
ducha para se livrar do sal.
A moça abriu a segunda e
última garrafinha de cerveja, bebendo-a um pouco mais rápido. De repente um
forte vento jogou areia em seus olhos. Não tinha trazido água para lavá-los.
Foi até a cabana para lavar o rosto, com receio de usar o banheiro. Caminhou
até a frente da cabana que, estranhamente, naquele momento estava vazia apesar
das vozes recém ouvidas. Viu um corredor ladeado por um balcão simples e largo
de madeira algo tosco. Entrou no corredor e, ao seu final, viu outro corredor
para a esquerda. Ali, duas portas entreabertas, uma de um quarto, outra do
banheiro.
Ficou em dúvida se
poderia entrar sem pedir. Quando pensou em voltar, tomou um leve susto e ouviu
o moço que tinha surfado dizer atrás dela:
- Olá, tudo bem, precisa
de ajuda?
- Oi, desculpa incomodar,
posso usar o banheiro? – Perguntou ao rapaz sentindo um aroma gostoso que vinha
de seu corpo todo molhado pela ducha rápida.
- Claro, é aqui na
segunda porta.
Ela entrou no banheiro e
ficou surpresa com o cuidado e a limpeza. Conseguiu lavar os olhos.
Ao sair, se deparou com o
rapaz que lhe dera a informação tomando uma cerveja no balcão. Ele sorriu e lhe
ofereceu uma garrafa. Estranhou a ausência dos dois outros jovens: não estavam
ali na cabana tampouco no mar surfando.
Ficou um pouco sem graça
em aceitar a cerveja, não sabia o que pensar, mas seu “oi” firme, minutos
antes, tinha sido diferente, seu cheiro e gentileza também. Seus pelos voltaram
a molhar, e de forma mais intensa, seus seios ficaram mais sensíveis. Sua
mente, entretanto, dizia para ela: “sem más intenções, é só uma cerveja”. Por
fim, após alguns segundos confusa, topou o convite para beber.
Ele abriu o pequeno
vasilhame com a mão sem fazer força alguma e disse em um tom baixo e educado, sem
olhá-la diretamente, estar naquela praia há seis meses trabalhando ali na
cabana. Ela falou por cima de sua relação afetiva com o lugar. Na maior parte
do tempo, ela colocava o assunto, ele respondia, comentava, sempre comedido,
sereno.
Era diferente aquele
rapaz, um contraste entre seu jeito tímido para alguém com um corpo tão bonito
exposto ao mar, às ondas, à natureza. Enfim, um surfista tímido, de sorriso
firme, nunca tinha imaginado isso. Estava na terceira cerveja desde que
chegara, ele, na primeira, pelo visto. Se sentiu animada e o vento bateu dessa
vez por trás, em suas costas, sentiu um arrepio.
Ousou saber do jovem como
aguentava ficar tanto tempo sobre uma prancha e repetir tantas vezes os mesmos
movimentos.
Ele disse que cansava,
mas estava acostumado, desde pequeno praticava, começou com sua mãe, tias,
primas... A família quase toda surfava.
Ela insistiu na pergunta:
- Mas eu queria saber das
pernas. Como elas aguentam?
Ele ficou sem graça, não
a conhecia, e viu que estava acompanhada. Deu um gole na cerveja:
- No começo as pernas
doem, o corpo todo dói, mas depois a gente nem sente. O prazer compensa a dor.
Ela pediu outra cerveja,
a quarta daquela tarde, deu um longo gole que surpreendeu o rapaz; deixou a
garrafa lenta, muito lentamente, quase de modo teatral sobre o balcão.
Então, olhou firme nos
olhos daquele moço belo, forte, fonte de uma fragrância única. Lentamente tocou
sua barriga dura e definida, e, de modo rápido, levou a mão até as suas pernas
firmes. O rapaz ficou sem entender. Ela deu meio passo à frente, com o dorso da
mão direita roçou o quadril dele, foi descendo até a coxa e apertou
delicadamente a cabeça de seu pau. Em seguida encheu sua mão com aquele membro
que começava a pulsar. Ele fez menção de afastar sua mão com sua mão esquerda.
Ela disse delicadamente em seu ouvido:
- Quietinho...
O vento soprou mais
forte. As ondas aumentavam e as nuvens que haviam ido para o oceano voltavam ao
continente, porém mais cinzas; um ar de chuva começava a se armar.
Ela, num rápido gesto, levou sua mão esquerda até a nuca do rapaz e mergulhou seus dedos em seu cabelo cacheado farto e bem cuidado. Travou-o com seu corpo junto a um L do balcão sem dar espaço para ele fugir.
Ele tocou de leve com suas mãos fortes foram leves seu colo e seu rosto. Ela começava a perder a força inicial e a ficar mole. Apenas dois dedos do rapaz foram lentamente descendo por suas costas num movimento ondulante tão delicado e preciso que sua pele parecia um palco para um bailarino. As quatro mãos brincavam nas peles, nas nucas, rostos, quadris; ele passou a beijá-la do ombro em direção ao pescoço. Sentiu seus pelos encharcarem no biquíni, sua buceta aumentar, os belos bicos morenos ficarem duros e quase rasgarem seu biquíni.
Quando seus lábios
chegaram ao pescoço dela, seu torso se revirou para trás. Ele, num movimento
rápido e inteligente, pegou-a pelos quadris e a colocou sentada no balcão em um
rápido e preciso movimento.
Começou a ficar puta
consigo por não ter se depilado, mas notou que o delicioso e cativante perfume
de sua buceta estava deixando o surfista louco. Como um nadador, mergulhou sua
boca na tanga ao tempo em que, sem olhar, desamarrava os laços laterais. Em
poucos segundos estava ela ali toda aberta, exposta, sobre um balcão simples,
de madeira, sendo chupada por aquele moço sereno, educado e forte. Ele dominava
suas ondas também...
A mata estava cheirosa, a
carne molhada, as mãos do jovem subiram até os seios e foram direto em seus
bicos, que ele apertava com uma destreza. Ela cruzou as pernas sobre seu
pescoço, se deitou no balcão largo, enquanto sua cabeça pendia para trás. Sua
respiração, mais intensa, seus músculos se contraíam.
Ao abrir os olhos, vendo
tudo de ponta cabeça, ficou mais louca ainda, pois, do nada, os outros dois
rapazes que haviam sumido, estavam encostados na parede atrás do balcão olhando
toda a cena. Se com um era uma insanidade, com mais dois seria a verdadeira onda
gigante de Nazaré.
Com a mesma timidez do
primeiro, os outros dois assistiam ao colega tomar todo seu mel, suas águas
mais belas e límpidas. Não avançavam um centímetro na direção dela. Ela era o
centro de tudo. Apenas assistiam aos movimentos, à cena, sempre serenos em suas
simplicidades.
Peitos nus, definidos em
suas linhas perfeitas, suas bermudas largas e molhadas eram as únicas peças de
roupa em seus corpos. O tecido estava esticado na frente, dois volumes
aparecendo e ela vendo tudo isso de ponta cabeça. Já quase explodindo na cara
do primeiro moço, ela esticou os seus braços, pegou nas duas bermudas com o
toque exato, com um gesto chamou-os para brincar também.
Seu corpo todo estava
agora entregue a três moços do mar. Sereia rebelde desde jovem, não afogou os
marinheiros.
Restava então ser
devorada pelas bocas dos três marinheiros. Cada um se apoderou de seus seios
com suas bocas. De maneira lenta, contínua, os dois foram deixando-a mais
excitada até que ela, não aguentando mais, virou-se, pulou do balcão e arrastou
os três para trás do balcão.
Sorveu os três com sua
boca bela e larga, bebeu da porra dos três, comeu os três em todas as posições
possíveis que sempre sonhara em fazer: de pé, no colo, por cima, por baixo, com
força, à força, sem força, de leve, de lado, preenchida em seus três campos
misteriosos. Pediu um banho no final, com eles, no banheiro limpo.
Como bons surfistas que
eram, souberam adentrar aquele mar com aquela sereia, entraram em seu jogo com
areia, suor, mel, saliva, tapas, arranhões em seus corpos a ponto de eles
ficarem bem marcados, qual as pancadas do mar em seus corpos.
Ela sabia que o carro ia dar problema
qualquer dia desses...
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